ao meu blog!!
"Às vezes a necessidade de escrever é tão grande, que eu me sinto sufocar sem papel, caneta e oxigênio."

Que mania de nomear! Pode me chamar de Anita. Não é meu nome, mas está comigo há tanto tempo que eu sinto como se fosse! Para todos os efeitos, tenho 23 anos de idade, sim! Ainda sou moleca, ainda faço caretas pra fotos e ando de meias, tenho o riso frouxo e o olhar perdido ao longe. Levo uma vida quase normal, numa cidade quase normal e tenho amigos nada normais. O que eu espero do futuro? Você começaria a me achar tola no momento em que eu começasse a falar. Ainda acredito numa porção de coisas que você já desistiu. Ainda tenho fé e ainda acredito ser pra sempre cada vez que me apaixono. Tenho um coração vagabundo, ele não sabe me guiar... e eu já não tento mais governá-lo. Ele me aponta, me leva, me rasga, me mete em encrencas... mas, assim como eu, ele também aprende. Nós estamos aprendendo. Aprendendo com a vida e torcendo pra quando chegar ao fim de tudo, poder ter ensinado alguma coisa também à alguém. Sou sonhadora, boba e ingênua, sim. Ainda sou assim. E, avaliando como as pessoas se tornaram mecânicas e frias... prefiro ser quem sou.

Página nascida da minha imensa necessidade de comunicação e do intuito de mostrar aos poucos minhas histórias, meus pensamentos, opiniões. "Fundo Falso" pra lembrar daqueles armários antigos... onde havia aquele fundo móvel, um local secreto, escondido pra guardar aquilo que não se costumava mostrar, ou se queria tirar de circulação. Fundo Falso surpreende... quando achamos que já vimos tudo, já chegamos ao fim... aparece algo novo... Tudo isso é mais ou menos o que eu busco. Desencavar as coisas escondidas, esconder algumas e me surpreender com a amplitude do meu próprio armário interior.


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    Quando eu era criança, aniversário não fazia muito sentido. Era apenas um dia em que todos vinham a minha casa, havia balões, doces que não podiam ser comidos antes da hora, refrigerante caçulinha, papéis coloridos de presentes que minha mãe agradecia por mim. Além disso, eu demorei algum tempo pra perceber que acontecia de ano em ano. E só compreendi depois que minha percepção de tempo se aguçou. Finalmente eu entendi o que era um ano. Entendi o que eram dois anos, três, cinco, dez, quinze, dezoito, vinte e três.
    No vigésimo terceiro aniversário não havia doces, nem balões e eu não deixei cantarem parabéns e acenderem velas. Bem, cantaram parabéns mesmo assim. Minha mãe não agradeceu por mim, eu agradeci a ela. No meu vigésimo terceiro ano, a concepção de tempo mudou. Eu me vi imaginando quanto da minha vida era mesmo medida em minutos, dias, anos? Por que medir em tempo um crescimento que é desigual? Cresci mais do que cabe em  um ano desde que vivi a mesma data em 2009. Houve dias em que cresci mais, houve meses inesquecíveis, noites em claro, dias em que nem a luz eu vi. Acertei, errei, me modifiquei. Fiz, refiz, tentei de novo, desisti. Corri, batalhei, relaxei. Planos que fiz, planos que engavetei, planos que reavivei. Amei, tive raiva, ri, chorei, cantei, gritei. Construí, destrui, alimentei, matei, abandonei. Tive esperanças, perdi esperanças, refiz as esperanças.
    Será que tudo isso cabe em apenas um ano? Será que cabe em dez? Será que uma vida cabe numa vida?
    Há coisas que são tão minhas e que nunca mudam. Há coisas que melhoram. Também há coisas que pioram, devo dizer. Eu assisto passarem as fases, os ciclos, os períodos, as estações. E o tempo é mesmo uma coisa engraçada. O tempo é a ferramenta de um Deus brincalhão e inconsequente. Como pode o tempo que traz a boa nova ser o mesmo tempo que leva as coisas embora? O tempo é um gigante domado. Como quando assistimos um leão no picadeiro ou estudamos um furacão ou aprendemos a prever terremotos. Compreendemos o leão, o furacão e o terremoto assim como compreendemos o tempo em medidas. Mas um leão no circo ainda é o mesmo leão. E o tempo ainda é o mesmo inexorável e onipresente efeito da natureza que insistimos em fatiar em anos, como se isso o aproximasse de nós. Como se prever o furacão o alterasse em ímpeto.
    E aos vinte e três eu ainda terei medo da minha incoerência iminente. Aos vinte e três eu ainda sentirei as mesmas oscilações, as mesmas incertezas, ansiedades, anseios, temores, tremores. O mesmo caminho, passos diferentes. Ainda escreverei meus textos, minhas histórias. Ainda serei a mesma menina que, às vezes, é tão madura. Ainda a mesma adulta que, às vezes, precisa de colo. Certos momentos me verei como uma velha no espelho lembrando do que o tempo levou. Certos momentos enxergarei no mesmo reflexo algo para admirar que o mesmo tempo trouxe. Encontrando novidades no mesmo rosto familiar.
    Vinte e três anos são pouco pra mudar o que eu sou. O resto da minha vida também será pouco pra afirmar que continuo sendo. O mesmo tempo que leva, também traz. Sou hoje o eco do que fui, do que vivi ontem... e até as coisas que deixei continuam comigo  de certa forma. O que há de conclusivo sobre o tempo? Será que sei mais dele do que sabia na época dos balões coloridos!? Será que agora compreendo? Será que compreenderei aos quarenta e seis e aos noventa e dois?
    Viver é beber de fonte de inestimada profundidade, cujo esgotar se desconhece. É servir-se de dias e horas sem saber quantos ainda virão. É contar em anos mudanças que ocorreram em um segundo. Uma quantidade desconhecida de novas chances. Pegue as suas. Estou usando as minhas.



- Postado por: Anita às 23h12
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    Tenho aprendido muita coisa... tenho aprendido com meus erros, com minha própria história. Assim como também tenho aprendido com as pessoas. Algumas pessoas me mostraram apenas o que eu não quero ser. Algumas me mostraram como tirar forças, como seguir em frente e não desistir. Algumas pessoas me trouxeram alegrias quando eu pensei não ser possível e a mais especial dessas pessoas me mostrou como o verdadeiro amor é paciente.
    Nesse amor que, de tão grande, quase se esquece da sua magnitude em vista das lições, do tempo necessário. Um amor que não se afoba, não se desespera, não machuca. Um amor que sabe ser tão profundo, que se tranquiliza mesmo na ausência, como se soubesse que não é preciso apressar-se, pois esperar o tempo certo foi como esperar seu próprio destino. E que esperou, mesmo sem saber disso tudo e mesmo com essa certeza que só se revelou com o tempo. O amor é calmo, ele repousa e espera e na hora certa ele encontra seu lugar e, sem precisar anular nada, torna tudo melhor e renova os motivos, renova a fé. Traz ânimo novo, como por mágica transformando tudo o que toca.
    E segui o caminho contrário ao que me contam sempre... dizem que a paixão se transforma em amor com o tempo... Mas, eu me apaixonei pelo homem que já amava. E esse foi apenas o primeiro indício do quanto era único, inédito e desconhecido para mim o que eu estava vivendo. Para minha surpresa, eu não me vi temerosa ou apreensiva frente ao novo, como é de se esperar... Como que preparada a vida toda para aquele momento, eu estava tranquila. Te esperando chegar para ganhar meu banho de paz. E assistir essa paz se dissipar enquanto tudo ardia em chamas. Amar, morder, beijar, apertar. Tremer, gritar, sussurrar. E ver essa paz voltar, reencontrando-a no seu colo.
    Cada gesto significa tanto. Quando vc aquece meus pés sempre gelados nos seus sempre quentes. Quando me embala o sono ou quando sou eu que fico te vendo dormir. Quando me pega nos braços, afaga os cabelos. Quando sabe exatamente o que eu gostaria de ouvir e o diz como se lesse meu pensamento e ainda consegue ser ainda melhor do que meu sonho idealizado. Quando me liga só pra dizer que me ama. Quando traz o café na cama e me acorda sempre com beijos, às vezes na boca, às vezes no corpo... numa sensação tão linda que a sinto na alma antes de voltar ao senso do dispertar. 
    E então eu sei porque é que parece que temos tanto tempo juntos. Já nos conhecíamos como amigos. E já nos conhecíamos dos nossos próprios desejos secretos, dos sonhos, das idealizações. Daquela vontade de ter alguém com quem poderíamos estar tão a vontade. A quem não teríamos medo de nos mostrar, de nos abrir. Novamente seguindo um rumo novo. Não me apaixonei pelas suas qualidades conforme fui conhecendo-as. Eu me apaixonei por você e depois é que descobri que você tinha tudo aquilo que eu sonhava, que era tudo aquilo que eu desejava... e que se tornava cada dia mais meu ao passo em que eu só conseguia querer ser sua.
    Tenho mesmo aprendido muita coisa... e você tem me ensinado que isso não tem valor, não tem explicação. Você tem me ensinado como é esse amor apaixonado, essa calma eufórica, esse sossego trêmulo, essa explosão lenta, os medos sanados, as dúvidas respondidas, as mãos, a boca, pele, barriga, braços, costas, nuca e virilha... maldita anatomia! Não sei separar em nomes qual das suas partes faz de mim tão sua. Tenho aprendido a ser. Descobri que é só o que quero. Mesmo que em parcelas devolver o bem que você faz, o mundo de sensações que provoca e a alegria que me toma só por te ver chegar. Você chegou. E eu já começo a pensar que nem naqueles sonhos, eu ousei desejar essa plenitude. Essa perfeição tão sua. Perfeito como homem e não em dinvindade. No entanto perfeito em tudo que eu buscava. Perfeito para mim. Talvez apenas para mim.

 



- Postado por: Anita às 01h20
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